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quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

O normal das pessoas (coisa que eu não vivo)

Olá a todos. Tudo bem com vocês, meus queridos?
Como é que está a vida?

Sei que todos tem problemas. Embora não tantos quanto eu, é claro.
Eu tenho mais que todo mundo, porque sou desajustada, não combino com ninguém, tenho um pessimismo inoxidável e não aprecio cães nem gentes, pelo menos não a maioria das que andam aí pelo mundo.

O que me faz refletir que eu até posso gostar de muitas gentes mais, desde que estejam mortas.
Um defunto sempre é mais louvável que um vivente, já repararam?
Morre um canalha e, no velório, sempre aparecerão os que tem mil elogios para debulhar sobre o cadáver.
Não eu, obviamente.
Eu, se abrir a boca em velório, vai tudo pra frente do ventilador.

Mas desculpem a digressão. O que eu quero dizer é: sintam-se privilegiados por fazerem parte do reduzido grupo das pessoas que eu aprecio, haha

Olha como o seu dia já melhorou!

Você entrou aqui como uma pessoa qualquer e sai galardoado como alguém que tem o meu apreço!

Acha pouco?

Entendo: também eu ouço esse tipo de cretinice de certas pessoas e não me sinto nem um pouco privilegiada por estar entre os amados (ou amadas) delas. Principalmente quando tem dúzias e dúzias de "privilegiados".
But then again, eu sou maluka.

Sou tão perfeitamente infeliz que é difícil abalar a minha infelicidade. Ou por outra: minha infelicidade é apenas abalável por alguns segundo. Minutos, em situações excepcionais. Mesmo assim, logo ela se retabelece em toda a sua magnitude e brilho. É uma estrela, a dita.

Então assim: eu tenho uma prima em Sampa, uma feliz moradora do Itaim-Bibi (acho uma graça esse nome, esqueço que é tupi or not tupi e penso em linguagem de criança, acho que por causa dos sapatinhos Bibi, que eu adorava comprar pros meus meninos).

Essa prima era a favorita de mamã, as duas praticamente cresceram juntas, uma espinafrando a outra e ambas se adorando. E essa prima é um primor de pessoa otimista. Ela é tão boa nisso que eu digo otimista querendo dizer excelentimista, até. A Be me dá na neura pessimista. E ela sabe disso. E se compraz.

Ela vive me mandando aqueles pps (passa pra sentir) melosos, que enchem meu notebook de formiguinhaz.
Que saco! Ela sabe o quanto eu odeio pepeesses melosos. Manda pra phudeh mesmo, manda rindo.

Uma santa lazarenta. Como de resto a maioria dos santos.

Já pensaram sobre isso? De como os santos nos olham com superioridade?
De como nos veem lá de cima, pensando: Ô raça! Ô gentinha pra só fazer mehde!
Com certeza eles pensam assim.
E quando a gente reza pra eles, pedindo aquela mãozinha providencial naqueles assuntos que Deus duvida e o Diabo gosta, eles devem balançar a cabeça, fazer cara de santo, que é um mix de desprezo com desapontamento, e pensar: Ainda por cima uns pidunchos, uns incompetentes, ô raça! Não fazem nada sozinhos!

Mas eu entendo o tédio dos santos em relação a nós. É como eu me sinto em relação à humanidade.

Voltando ao assunto (eu quase dizia "voltando à vaca fria" mas, percebi a tempo, prima Be poderia interpretar mal) a prima me mandou hoje um pps de criancinha. Chama-se (sim, pps sempre tem nome) "Crianças Aquecem a Alma". Procurem na internet, preparados pra uma alta nos níveis de glicose. Não recomendo aos diabéticos.

De verdade, acho que crianças são a coisa mais legal do mundo. E por gostar tanto de crianças e detestar cachorros, não suporto que tratem estes como se fossem aquelas, presta atenção!

Minha irmã tem duas lhasa apsos (que eu chamo carinhosamente lhaza...rentas a postos) pra quem ela diz, toda vez que eu chego à sua casa: "Olhem quem tá aqui: a tia San!" E eu, internamente, esboçando um risinho muito fake: "Tia, o caraca!"

Bem, ainda não acabei essa conversa, mas acabei. O dever chama (em Inglês "o dever" é "Avon"). Patrão vem almoçar aqui, tenho de me aviar! Comprar uma gororoba pronta, claro.

Desejo a todos o mais perfeito dia possível, dentro dessa merdez em que se vive.

Deixo-vos com a seguinte reflexão:

Justiça seja feita, pensei que jamais me ouviria dizendo tal barbaridade mas, que saudades do Lula!
Explico: a moribundona da preposta dele não abre o bocão dentuça pra dizer powha nenhuma desde que foi entronizada. Com isso a gente perde em humor.
Já imaginaram quanta palhaçada o Lula já teria dito até agora sobre a crise do Egito e o Hosni Mubarak Obama?

Pensem nisso. Mandem seus pitacos. Quem mandar o melhor, ganha post neste egrégio blog.
Nuóssa! diria o Solda, debochando muito.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Aos meus mui queridos amigos

Gentem, tou tão sensibilizada com seus emails pra elevar o meu moral... Muito obrigada mesmo, vocês todos que me emailaram e/ou deixaram um comment aqui hoje, valeu muito, eu tava bem murchinha e vcs me deram um apoião bem legal, queridos. Tiamus!

Com tempo vou postando as jóias que vcs me mandaram, pq cês sabem, estou em casa, co jueio bichado, mas tendo que trabalhar, não tou na flauta, sou uma remadora de Ben-Hur, alright? E meu patrão é fullgas, meos! Se eu não o adorasse mandava o mesmo à la mer (ao mar, em Francês). Brincadeirinha, chefe ;)

Quero agradecer a presença do Bruno JP Teixeira, o Portuga de Sampa, que veio trazido pelo meu bom Jopz, do Base1Brasil. Wlwz, Brunão e Djoupz!

Bom, agora vou fazer naninha, mas deixo-vos na doce companhia de Laura Fygi, com essa compô ma-ra-vi-le-o-sa de Neal Hefti (este é o cara, vão atrás), que é Girl Talk, um retrato fiel de papo de meninas, que no fundo gostam mesmo é de falar de meninos ;) Mandou (bem) o meu amado Proféssor Ricardo Viana, o Ricky, campeão do jazz & blues do sul do mundo. Thanx alot, mailov, amei!



We like to chat about the dresses we will wear tonight
We chew the fat about our tresses and the neighbours' fight
Inconsequential things that men don't really care to know
Become essential things that women find so "à propos"

Well that's a dame
We're all the same
It's just a game
We call it girl talk, girl talk

We all meow about the ups and downs of all our friends
The who, the how, the why, we dish the dirt, it never ends
The weaker sex, the speaker sex you mortal males behold
But though we joke, we wouldn't trade you for a tone of gold

It's all been planned
So take my hand
Please understand
The sweetest girl talk talks of you

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Meus caros amigos apresenta: Bia Clasen, uma nórdica de alma crioula

Pego emprestada a música do Chico,de tempos atrás.
Quem lembra?

 'Tem mais samba no encontro que na espera
Tem mais samba a maldade que a ferida
Tem mais samba no porto que na vela
Tem mais samba o perdão que a despedida...'


Ou vamos dizer como Clarice Lispector: 'Falta demônio nesta cidade',que era Berna, na Suíça onde morou.

Falta samba ou demônio em muitos lugares.
Acho que não falta no Brasil, nosso país de tantos contrastes e por causa disso, tantos demônios e muito mais samba, claro.
Quem tem mais samba? Beatles ou Rolling Stones?
Os Beatles tinham um demônio mais light, um samba-canção.
Só deixaram o demo tomar conta em Sargent Pepper's.
E os Rolling Stones tinham e ainda têm em Mick Jagger o único representante de Lúcifer na terra.
Há demônio em todas as bandas de rock, tipo samba de raiz.
Tem mais samba no vinho, falta no licor.
Tem mais samba no jeans, falta no linho.

Mais demônio e samba no teatro, falta um pouco no cinema.
As fotos em preto-e-branco têm muito mais samba que o mundo colorido e digital.
Muito mais samba em livros, não em revistas.
Há um demo danado de bom e de pé em Picasso, Almodóvar, em Wagner.
Tem mais samba na chuva que no sol, olha só a contradição!


Tem samba à beça no jazz, de onde a bossa nova tirou o swing.
Muito samba bom em Ella, Armstrong, Joe Cocker, Coltrane, Guillespie, Alberta, Billie, B.B. King...
Na poesia tem demônio e samba numa combinação perfeita.

Sexo com quem se ama, tem o demo dançando gafieira, nem precisa ser um amor pra sempre, pode ser um amor de de repente, qualquer amor samba e inferniza.

O pensamento é o demo sambando no escuro.
Tem mais samba a inteligência que a simpatia.
Mais samba na filosofia, beijo, aventura e no silêncio das horas noturnas.

Tem mais samba em Manhattan, e nem samba e nem demônio na Suíça, como tudo o que é certinho demais, neutro demais.

Tem mais samba, um sambão enredo, nos amigos que eu tenho.
Ainda bem.

Bjs.Bia