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quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Conhecia, maninho? Não. Mas a Banda Calypso tu manja, né?

Dom Um Romão (3 ago1925 - 27 jul 2005) foi um percussionita brasileiro
internacionalmente reconhecido.
Trabalhou com a banda fusion Weather Report e artistas consagrados como Cannonball Adderley, Antonio Carlos Jobim, Sérgio Mendes, Flora Purim e Tony Bennett, among others.
Morreu no Rio de Janeiro aos 79 anos, na casa das suas irmãs, vítima de um derrame. Simplesmente bom demais o cara.

Toma lá mais um. Aprende enquanto eu tou viva, como dizia Vó Canda, a sábia jaguara.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Coisas que você vai encontrar no blog Babel Musical


Novo blog do queridíssimo Proféssor Ricardo Viana, o Babel Musical, é um apanhado de curiosidades musicais, grande parte de altíssima qualidade, como se vê neste primoroso post:

A grande inspiração desse blog: o inesquecível Samba Italiano do (não menos) Adoniran Barbosa (1910-1982) - também conhecido nas quebradas de Brás&Bexiga&BarraFunda como João Rubinato. Nascido em Valinhos (SP), de pais italianos, o grande sambista compôs esse samba (também conhecido como "Piove") em 1965, logo depois do grande sucesso "Trem das Onze". A letra é deliciosa, e fala de um drama que os paulistanos já viviam há mais de quarenta anos atrás... as inundações provocadas pela chuva... Vejam só a hilariante mistura de italiano com português, que nos lembra o Juó Bananere (pseudônimo do engenheiro paulistano Alexandre Marcondes Machado):

"Gioconda, pitina mia/ Vai brincar alí no mareí no fundo,
Mas atencione co os tubarone, ouvisto/ Capito meu san benedito".
Piove, piove,
Fa tempo que piove qua, Gigi/ E io, sempre io/ Sotto la tua finestra
E vuoi senza me sentire/ Ridere, ridere, ridere/ Di questo infelice qui
Ti ricordi, Gioconda,
Di quella sera in Guarujá/ Quando il mare ti portava via
E me chiamaste/ Aiuto, Marcello!
La tua gioconda ha paura di quest'onda

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Meus caros amigos apresenta: Bia Clasen, uma nórdica de alma crioula

Pego emprestada a música do Chico,de tempos atrás.
Quem lembra?

 'Tem mais samba no encontro que na espera
Tem mais samba a maldade que a ferida
Tem mais samba no porto que na vela
Tem mais samba o perdão que a despedida...'


Ou vamos dizer como Clarice Lispector: 'Falta demônio nesta cidade',que era Berna, na Suíça onde morou.

Falta samba ou demônio em muitos lugares.
Acho que não falta no Brasil, nosso país de tantos contrastes e por causa disso, tantos demônios e muito mais samba, claro.
Quem tem mais samba? Beatles ou Rolling Stones?
Os Beatles tinham um demônio mais light, um samba-canção.
Só deixaram o demo tomar conta em Sargent Pepper's.
E os Rolling Stones tinham e ainda têm em Mick Jagger o único representante de Lúcifer na terra.
Há demônio em todas as bandas de rock, tipo samba de raiz.
Tem mais samba no vinho, falta no licor.
Tem mais samba no jeans, falta no linho.

Mais demônio e samba no teatro, falta um pouco no cinema.
As fotos em preto-e-branco têm muito mais samba que o mundo colorido e digital.
Muito mais samba em livros, não em revistas.
Há um demo danado de bom e de pé em Picasso, Almodóvar, em Wagner.
Tem mais samba na chuva que no sol, olha só a contradição!


Tem samba à beça no jazz, de onde a bossa nova tirou o swing.
Muito samba bom em Ella, Armstrong, Joe Cocker, Coltrane, Guillespie, Alberta, Billie, B.B. King...
Na poesia tem demônio e samba numa combinação perfeita.

Sexo com quem se ama, tem o demo dançando gafieira, nem precisa ser um amor pra sempre, pode ser um amor de de repente, qualquer amor samba e inferniza.

O pensamento é o demo sambando no escuro.
Tem mais samba a inteligência que a simpatia.
Mais samba na filosofia, beijo, aventura e no silêncio das horas noturnas.

Tem mais samba em Manhattan, e nem samba e nem demônio na Suíça, como tudo o que é certinho demais, neutro demais.

Tem mais samba, um sambão enredo, nos amigos que eu tenho.
Ainda bem.

Bjs.Bia