quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Isso devia ser proibido

Assim como o colesterol bom e o colesterol mau, existe a criatividade boa e a criatividade má. E desta última, um dos mais perversos exemplos é a powha dos nomes estrangeiros inventados. Isso, como diria o Nêgo Pessôa, é uma lepra. Das mais leprosas que existem.

Já fiz post sobre o assunto um tempo atrás, quando saiu uma lista de aprovados no Colégio Estadual do PR.
Foi fódegas. Mas porém, crianças, vcs não viram nada... Aquilo foi um pobre aperitivo do que ainda estava por vir.


Muito bem. Aí vão algumas pérolas encontradas entre os aprovados da PUC deste ano.

Meo, os pais dessas crianças deviam apanhar de criar bicho, pra aprenderem a não fazer um mal desses.
Os cartórios deviam ter um aparelho chamado ridiculômetro. Cada vez que neguinho chegasse querendo registrar filho, o atendente dizia: Faz favor, digita aqui neste teclado o nome da sua cria. O cara batucava lá a barbaridade. Imediatamente luzes estroboscópicas se acendiam em todo o recinto, uma sirene disparava muitos decibeis acima do permitido e um pelotão da PM armado de cassetetes chegava incontinenti, e descia a borracha no cara até ele pedir perdão pelo amor de Deus nunca mais faço isso.

Que assim: além da ridiculosidade do nome ser escrito errado, ainda há a excrescência das consoantes dobradas e das letras em desuso no alfabeto nosso de cada dia, a saber K, Y, W.

Meo, a pobraiada tem orgasmo múltiplo de dobrar consoante e usar essas letras no nome do desgraçado que vem ao mundo. Quanto mais K, Y, W e consoante dobrada, mais os filhos da mãe reviram os olhinhos de gozo enquanto mirabolam o crime contra seus filhos, que vão carregar pela vida afora a ridiculice de um nome idiota.

Acha que tou exagerando? Toma lá: Ah, e me desculpem os portadores desses nomes-doenças. Mas antes de mais nada, desculpem os pais de vocês. Ou não. Melhor não. Invenção desses nomes devia constar na relação dos crimes hediondos. Toma lá:

1º lugar disparado (tcham tcham tcham tcham!):
KHEVVELLYNN KHERLLANNKYANN

Não, eu não digitei errado, nem tou louca, nem cheirei maconha. É isso mesmo que tá ali:
Khevvellynn   Kherllannkhyann

Analisemos.
Primeiro, o nome Kevelyn não existia. Foi uma cruza de Kelly com Evelyn. Só que, com o espertíssimo acréscimo do H entre o K e o resto, mais a fatídica dobrada de eles e enes. Bunítiu? Líndio! Superbe! Evanescente! Mirabolante! Espiralidoso!

E o que dizer então de Kherllannkhyann? Provavelmente inspirado no nome do Doutor Morte, o Dr. Jack Kevorkian. Claro, com os ups de praxe, senão não tinha graça.

Sinceridade? Melhor se chamar Maria Bosta.
Andar por aí com um nome desses é o mesmo que tatuar na testa: sou a cria de uma parelha de imbecis.


Mas vamos aos demais.

Que tal este aqui?: EMYLLIN BYATRIZ.
Não é a maior fofura? Não bastasse o Emyllin, com o devido Y (no lugar errado) e o L dobrado, sente a sacada da troca do ezinho rastacuera por um belo e imponente ipsilone em Byatriz... Não ficou o máximo? Isso que eles não deviam conhecer Beatrix, senão dava mais bão ainda, já pensou? BYATRIXX.

Mas, espere! Não gaste toda a sua emoção, que tem mais. É igual aparelho da Polishop.

Olha este aqui: STHEFFANY KAROLAYNE.
Não tenho palavras ( ou letras) pra externar a emoção que se apodera de mim.

Tem esses aqui, devem ser de irmãzinhas, olha que amor: NÁUDIMA e NATHIENNY. Pensando bem, ficava melhor se fosse um nome composto, os dois pra uma felizarda só. Já imaginou?
- Como é seu nome, meu bem?
- Náudima Nathienny.
- Cuma???

Tem esse aqui, mais conservador, mas com um toque de modernidade: RUTTIÉLLY. Que tal? Marromenos? É... bem que podia ter um agazinho entre o R e U, né? Ou entre os TT e o I. Falta de  imaginação. Bom, mas pelo menos tem acento. Importante.

E que tal RAFHAELA? Nada de mais? Repare bem... Olha a sacada do FH... Nem só F, nem PH. Cercou o bicho. Bom, não?

Bem, agora vem a série da Jessicas e Jennifers. Toma lá:
JHÉSSICA, DHIESSICA, JHENNYFER, DIENIFER, DHENNYFER...


Mas a campeã desta série é, na minha opinião, JDENNYFER.
Tudo bem que o som ficou diferente mas... oras! E daí? ela não é Jennifer, é Jidênifer. Jideniferenti...

E que tal um up em Elaine e Loraine? Taí: HELAYNE e LORHAYNE.
E pra velha e monótona Júlia? Olha: JULLIHA, JULLYA. Pensou que não rolava? Sideu.

Bem, aí sempre tem aqueles nomes de inspiração indígena. Tipo: HAYNNÃ KAWANNI.
Não sei nem a qual dos quatro sexos pertence a criatura detentora desse belo nome. Arrisca um palpite?

Aí vem a tribo dos totalmente novos, tais como KÁLLIKA, JUSRRALE.
Juro, parece coisa de romance de quem sofria de tuberculose no século dezenove. Olha:

Então Eduardo calou-se, respirou com sofreguidão e levou o lenço à boca, tossindo convulsivamente. Em seguida, estirou-se sobre o divã. Pálido, distante, olhos fundos, o rapaz estava com a vida por um fio. Esmeralda apressou-se em trazer-lhe uma infusão de folhas de kállika e sementes de jusrrale, que Lord Bertrand havia mandado da Nova Zelândia.


E por último, mas não menos importante, alguns nomes de mininus. Toma lá:


LLANDERLEY, MYKON JONATHA, HOLIWOD, PHYLLIPPI, JHONI, JHONY BILL, ÉRICKY.

Escolha o seu favorito.
Quanto a mim, vou até ali dar uma vomitadinha e já volto.

Essa cambada de pais tem merda na cabeça. E isso tudo anda solto por aí, ouvindo o Teló, o Marrone, o Marcelo Rossi, o Belo, essas coisas, no úrtimo volume.

E o pior, meu nego, é que isso tudo anda no meio da gente, faz coisas no mundo, toma decisões. E a gente nem sabe que pode estar falando com um deles na fila do mercado, do banco, do cinema...
Ai, meu Deus!

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Mãe, filha, cachorro e a falta de noção

Preâmbulo
Imagino que a minha reclameira sobre gentes e cachorros seja de torrar. A mim me torra, imagine aos outros. Mas enfim, este é um espaço onde eu falo sobre as minhas circunstâncias, nada mais do que isso.
Cada blogueiro o que faz é isso, de diferentes modos, mas nada mais do que isso. O quanto essas coisas possam, ou não, interessar a quem lê, é que são elas.

Assunto propriamente dito
Hoje eram seis da manhã, eu havia dormido desde as quatro. Duas horas de sono. Por conta da famosa dor e dos remédios que me deixam zureta, olhos secos e vidrados, uma coruja.

Eu, de madrugada, desistindo dos canais HD (imagem daqui)

Eram seis da manhã. E eu durmo com tampões de silicone nos ouvidos, senão não durmo. Tenho um sono ultraleve. A partir das cinco da manhã o Centro Cívico se enche dos ruídos de todos os motores do mundo. Fico a-lu-ci-na-da com o barulhão. Nem com tampões de silicone nos ouvidos, meu nego. Nem.

Então, a coisa é essa: elas são mãe, filha e um cachorro. Passadonas, feiosas, mal feitas de tudo. Ambas simpatiquinhas, assim assim. O único macho que se vê na companhia de ambas é o cachorro. Um lhasa-apso, com seu latido de cachorro de brinquedo, estereofônico, insistente feito alarme contra roubo. Coisa horrorosa. Tem nome de homem, o cachorro. Que elas duas chamam sem parar. Fulano isso, Fulano aquilo. Como se lhes desse prazer chamar o nome de um homem, pra variar. Ai.
O homi da casa

Mãe e filha trabalham fora. Não sei direito. Sei que acordam às seis da manhã e, já, antes de saírem de casa, ingressam animadamente numa converseira alta e sem fim. As alegres comadres de Windsor. Pelo volume, parece três da tarde, um bando de mulheres.

O cachorro não trabalha fora. Mas acorda com as duas matracas e inicia o seu ofício de latir aquele latido de brinquedo, chato, estereofônico. Incansável pra ele e pra elas. Coisa horrorosa.

Meu nego, não há eu que aguente.

Como é que as duas criaturas podem acordar às seis da madruga, já engatadas numa falação daquelas? Não faço ideia. Fico remoendo meu ódio, enquanto penso que assuntos podem ter as duas feiosas, pra serem discutidos tão acaloradamente a partir do raiar do dia? Mas nem que elas trabalhassem na NASA. Seis da manhã. Com chuva, em Curita? Equivale a noite, meu nego. Nem que elas trabalhassem pra CIA.

E, enquanto eu vou mirabolando o que pode ser tão interessante que mereça ser discutido na negritude das seis da manhã, com chuva, dá-lhe a powha do lhasa-apso latir aquele latido ridículo e irritante. E elas, a soltar gritinhos de admoestação, chamando o bosta do cachorro pelo nome de homem, pretensamente zangadas com os latidos.

Que patetiquice!

Mas, pra além da minha perplexidade com a falta de respeito aos vizinhos, o que me afoba ainda mais é a total falta de consciência que o povo de hoje tem sobre limites.

O povo perdeu a noção sobre o que sejam limites. Por isso os filhos da mãe andam com o som brega a todo volume, a qualquer hora do dia ou da noite. Por isso os filhos da mãe chegam da balada badernando como se ninguém estivesse dormindo no mundo àquela hora. Por isso as filhas da mãe das gurias, abre aspas "de família" fecha aspas, andam vestidas de piriguetes, e os filhos da mãe dos pais não enxergam a baixaria. Por isso os filhos da mãe que tem cachorro, deixam o filho da mãe do cachorro latir o quanto quer e largar bosta onde quer. Por isso outros filhos da mãe acham direito tocar fogo em mendigo, tocar fogo em índio. Os filhos da mãe perderam qualquer noção de limite.



Outro dia um filho da mãe parou ao meu lado no sinal fechado, com seu carro mais enfeitado que penteadeira de piriguete, ouvindo uma nojeira daquelas, naquele volume. Observei o neanderthal, seu carro brega. No vidro de trás do carro brega havia um adesivo dizendo assim: Jesus é 10.

Jesus é o que agora? Um carinha? Chapa da tigrada? Um vagabundo igual a eles? Parceiro do Marcelo Rossi?

Sabe o que é isso? Falta de noção. O povo hoje não tem a menor noção do que seja nada. Evangélicos, suas cantorias mundanas, seu teatro de milagres, seus bispos e ministros escroques, permitem isso. Católicos, o desaforo dos escândalos sexuais, os ridículos padres artistas, com os quais pretensamente combatem o avanço evangélico, permitem isso.


Mas este é apenas um aspecto do furdunço todo. Apenas um. A cada dia a falta de noção aumenta, se expande, domina.

É o caos, meu nego. É o caos. Não tem tampão de silicone que resolva.


Que trinca, hein? Do balacobaco!

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Thanks & Welcome

Calliandra, Gabriel Andrade, Fanco Mafra, muito obrigada pela seguição. Acho bem bacaninha entrar no meu blog depois de trocentos dias de silêncio e descobrir novos corajosos por aqui, vleuz!

O Franco escreve assim, no seu blog Saiba Como Fazer... Quase Tudo: "... sou alguém que ainda acredita em sonhos, em amizade, em liberdade e no ser humano."

Muito bem. Só não sei como ele vai aguentar me ler ;)

Bjuxxx, meninos!

Ni qual delas tu ia querê sinrrolá?

 Eu quero sinrrolá no teus cabeluuuu...

Enquanto isso, em Curitham City...



Iei!
Tudubem com vocês, nesta bela terça chuvosa, sens le buzu e sens le taxí?
Olhaqui, nada de faltar no trampo hoje, falei? Atestado de pobreza, se liga.

E eu, como tenho passado? Putz gentem, eu ando muito ferrada.
Mas me recuso a falar sobre isso, again.
Vam falar de cousas outras. Afinal, o mundo não gira ao redor do meu umbigo, zar dele.

Primeiro: uma divertida song sobre um dos temas preferidos de tudumundo, ever: LOVE.
By the only and one Nat King Cole, já que o Agnaldo Timóteo não gravou a dita, rats!
Curtamos pois. No Yntube, que o embedamento tá fricotado:





Segundo: Wando, o cantor das calcinhas das bregas e piriguétis, morreu.
Faz dias. Mas só hoje, googlando a photô do Agnaldo Timoteo, foi que eu descobri, sem querer.


Agnaldo Timoteo vai ao enterro do cantor Wando, em Belo Horizonte, Minas Gerais
(Nidin Sanchez, UOL)

Depois de explicar o comentário em relação ao consumo de whisky de Wando durante o enterro do cantor em Minas Gerais, nesta quinta-feira (9), o cantor Agnaldo Timóteo novamente pediu perdão na Câmara dos Deputados de São Paulo na tarde de hoje:

“Foi um momento de constrangimento por conta de um comentário indevido meu, totalmente desnecessário. Fui muito infeliz nesse comentário. Não sabia que ele não bebia faz tempo”, conta Timóteo em entrevista por telefone ao UOL.

"Apresentei as minhas desculpas não só pra família, mas para todos, por isso retomei o assunto na Câmara. Mas a vida continua, Jesus Cristo vai ficar muito feliz por receber o Wando", diz.

De acordo com o cantor, apenas os filhos do mineiro demonstraram raiva com a declaração:

"Não foi a família toda que ficou chateada, a irmã dele quase desmaiou, ficou do meu lado. Os dois filhos ficaram chateados, o Julio estava bravo. Já pedi desculpa. Mas também entendo, eles estão perdendo o pai e um mito. Não é brincadeira".

Timóteo também relembra a última vez que viu o cantor:

"Nos encontramos no aeroporto, nem sabia que ele estava morando em Minas, ele tinha uma cobertura linda na Barra, perto da onde eu moro e ele estava muito feliz. Nunca vi o Wando amargo, alguns artistas passam imagem de amargura, precisam aprender a viver. Mas ele estava sempre de bem com a vida, criou sua carreira dentro de sua irreverência."


Iei! Nada como o país de vocês! Neguinho usa a Câmara dos Deputados pra pedir desculpas por ter chamado de bebum um finado cantor de piriguétis e motéis.

Que tiepo!

Não, sério: como é que é ser brasileiro nessas horas? Em qualquer hora? 

"Jesus Cristo vai ficar muito feliz por receber o Wando"


Vai, sim. O Wando e a sua coleção de calcinhas.
Terra de gente mais ridícula...
Well, já dizia o filósofo e (grande) compositor Paulo Diniz, naqueles idos:


Brasil brasa brasileiro
Salve o povo brasileiro
Gente que nem formigueiro
Farinha pouca o meu primeiro
.   .   .
Salve o Pelé café
Salve o Tostão meu violão
etc

Cá entre nós, o cara pra "compor" e publicar uma bosta dessas hay que tener cojones.

Tirante o Nat King Cole (e Pelé e Tostão e Jesus, aqui como Pilatos no credo) só tem podreira neste post.
Mas, terça chuvosa, com greve de buzu e falta de taxi, falando de Wando finado e Agnaldo Timoteo esselença... tudo a ver.

Bueno. Pra despachar esse miasma de podreira, continuando o post encantador, vamos animar a torcida com uma lição flash de salllsa cubána.

Toma lá. Bota a caveira pra requebrar, sangue bom:





E agora, pra treinar com a patroa. Ou com a babá. Ou com o carinha que limpa a piscina. Com quem tiver mais molejo, vê lá.