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domingo, 9 de maio de 2010

Meu vizinho é um Neanderthal

Domingo, tempo fechado, oito da manhã, pego meu latte e saio ao quintal para verificar a natureza das coisas ou vice-versa. E dou de cara, ou de nariz, com um vivo cheiro de churrasco. Penso: a que horas este amaldiçoado deve ter começado, para que o cheiro já esteja tão consistente às oito da manhã?
Este cabra mora no lavacar vizinho daqui. É o mesmo que violenta os tímpanos da gente com o maldito pancadão do maldito subwoofer de qualquer maldito carro que ali na maldita birosca entre.

Tira-se daqui uma grande lição: existe sempre uma ponta de razão em tudo e em todos. Mas não me refiro ao troglodita meu vizinho. Estava pensando mais especificamente em Maria Antonieta, essa injustiçada.

Meu vizinho, em retrato que mandou hoje pra mãezinha dele, lá na zona