sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Rodando a bolsinha nas esquinas da publicidade

Comentava eu, com um amigo publicitário, sobre a mediocridade que assola a publicidade em Pindorama, a pobreza criativa de recentes campanhas, quanto déjà-vu requentado querendo-se passar por novidade saída do forno etc etc. Ele:

"As agências colocam uma garotada mal saída das fraldas com um feitor mais velho, de confiança do dono. E não querem gastar mais nada."

Essa é a real. Quando nao isso, o orçamento de campanhas que pretendem mobilizar meio mundo, à custa de quebrar o porquinho. Ah, tem dó!



Além da eterna questao monetária, enfrenta-se o fato de a publicidade hoje nao se importar com o fator educaçao - como pareceu se importar num momento passado - mas, apenas, com o "atingir a classe média factóide do PT", que continua pobríssima na formaçao intelectual, mas se espicha, contorce e passa fome, a fim de parecer com a classe média média mesmo, consumindo o que, a rigor, nao poderia.

Essa classe média postiça (que tem no carro com sonzera sua prioridade absoluta) curte o brega, o chulo, o obsceno, o ridículo - como fez desde sempre - e os publicitários atuais dirigem-se a ela, a essa classe média postiça, dando-lhe o que ela entende e gosta: gritaria, bunda, cerveja, jogador de bola brega-celebrity, som techno-brega e breganejo batizado "universitário", como uma compensaçao moral do tipo "ei, a gente cantamos porcaria brega mas a gente samos univerçitarios".

Mal sabem eles que, no nível em que se encontram as nossas universidades, pouca diferença faz eles serem ou nao "universitários". Fizesse diferença eles, os bregas, jamais usariam essa palavra para se autoclassificar. Seria o mesmo que meter o Jeca Tatu num smoking.

É a essa categoria de público que os publicitários brasileiros se dirigem hoje e, por mais que em sua maioria esses profissionais detonem o PT e seus asseclas, é para a cultura de massa petista que eles desenham suas campanhas, sua linguagem, as trilhas dos seus filmes. Nós outros, tristes espectadores da história, apenas engolimos com farinha a torrente de dejetos culturais que se produz hoje neshtepaiz, e sabe-se lá até quando.



Um mero exemplo do talento criativo a que nos referimos 

Logo do colégio católico N. S. da Assunçao, de Curitiba: um coraçao-bunda usando uma tanguinha, duas maos bobas querendo dar uma pegadinha, bafinho suspeito saindo pelo rego. Verdadeiro primor. Porém, como eu sempre digo, mais idiota do que quem cria caca, é quem aprova caca. Taí. Mas enfim, do jeito que anda o catolicismo, até que existe uma certa coerência na coisa.





sexta-feira, 5 de julho de 2013

Quinta à noite teve jazz no museu do Vei Nima

Fornos, segurando seu prezadíssimo


Foi muito bom e muito ruim. Grandes talentos e grandes mediocridades tudo junto e misturado. Renderia dois programas: um soberbo, e outro pra quem só está a fim de agito. Produção de Maurício Cruz and the other guy, o Rodrigo Fornos. O que também é bom e ruim. 


Mauricio Cruz 
É uma enciclopédia de jazz. Há uma data assina o programa Cena Jazz, atualmente na fm 97.1,  um dos melhores programas jazzísticos do país, sem exagero. Um apaixonado por jazz, o que se revela por suas palavras e atos, inclusive e principalmente quando ele está em cena. O Mau não toca nem canta. Diz o que sabe e o que acha das coisas, com muita propriedade, sem encher o saco da plateia. É engraçado, interessante, elegante. 


The other guy
O mesmo já não se pode dizer do senhor Rodrigo Fornos. Que também não toca nem canta, mas... acha que canta, o suficiente pra se apresentar em público. Até aí, daria para relevar, afinal, atire a primeira pedra quem nunca sonhou em dar uma cantadinha da sua bagaça favorita. O problema é que o Fornos força. Força a ponto de tornar visível que ele toma partido do seu posto na produção para se autopromover como cantor, coisa que ele - definitivamente - não é. Arrumou uma vitrinona pra exibir a sua falta de talento e de tato.


Rodrigo Fornos 
É uma pessoa de bom gosto musical, com muita vontade de cantar. Pecado nenhum, desde que ele não se impusesse da forma como se impõe. Ele até poderia dar uma cantadinha de vez em quando, seria aceitável. Afinal, ele não é exatamente horroroso cantando, apenas medíocre. Mas, ficar o tempo todo atropelando os músicos com a sua insistência, é dose pra leão surdo. 


Os músicos não ligam
Ser músico – bom – aqui em Curita, é jogo duro. O cara tem que se sujeitar muito: ter outro trabalho (dito sério), tocar em shopping, tocar em casamento  - brega ou não -  em batizado, quermesse, bar mitzvah etc, dar graças pelas parcas produções que aparecem, estar habituado às agruras de ser músico sério numa cidade em que isso é um luxo caríssimo. Vai embirrar com produtor de show? Not ever. Jamé delaví. Vai, isso sim, dizer amém a todo produtor que acenar com uma oportunidadezinha.


Bullying
Nesse aspecto, o senhor Rodrigo Fornos pratica o bullying musical. Assenhorou-se do programa do MON como o piá que agarra na loja o brinquedo que nem pode comprar, nem quer largar. Acredite, ele alegremente amordaçaria o Mauricio Cruz e o deixaria esperneando backstage, pra poder fazer tudo sozinho: apresentar o show, comentar, fazer piadas, rir, cantar, se aplaudir. E saltitar de um lado ao outro do palco sem parar, numa versão jazzístico-emepebista-tupinambá de Mick Jagger.


Tragicomédia
O que eu assisti ontem foi tragicômico: Rodrigo Fornos, o arquétipo do vilão de desenho animado. Só faltou a gargalhadinha sádica. Porque, cidadãos, fazer o  que ele fez com um Artista, com A maiúsculo, do gabarito de um Gebran Sabbag, é coisa para o Dick Vigarista, no mínimo. Que pessoa sem compostura, o sr. Rodrigo Fornos!


Gebran Sabbag
É, seguramente, um dos maiores jazzistas vivos. O que ele faz no piano está sobejamente acima de qualquer - anota aí, qualquer, qualquer - pianista brasileiro, de qualquer época. Ontem ele abriu sua participação tocando Yesterday, numa das mais belas, elaboradas e sensíveis versões dessa melodia, desde sempre. Impecável. Coisa pra você prender o fôlego e só lembrar de respirar de novo depois de ele ter acabado de tocar. Um momento solene, pra quem gosta de jazz, de boa música, de arte verdadeira.


Que me perdoem (ou não) todos os tecladistas de Curitiba 
Não tem pra ninguém. Gebran Sabbag merecia um show inteiro no MON, no Blue Note, em Montreux, em qualquer lugar do mundo entre os maiores nomes do jazz. O que nós temos aqui, senhoras e senhores, é coisa que não vai se repetir num século, pelo menos.


Uma grande lástima que ninguém enxergue isso 
Tendo em mãos os meios para produzir um show memorável, é triste que a produção se torne refém da tentação rasteira, mesquinha, esfarrapada, de trazer ao palco um artista da estatura de um Gebran Sabbag para acompanhar ao piano um produtone de pouquíssimas luzes com uma penosa e indisfarçada aspiração de ser artista. A plateia não pode ouvir Gebran Sabbag em nenhum solo, pois o cantor (!) repetia as músicas, começo após o fim, just in case a plateia sentisse que a cantoria estava pouca. Olha, se fosse um Tony Bennett daria pra relevar o estrelismo... até porque o Inglês seria bom.

Não satisfeito com a trolada, o senhor Rodrigo Fornos cometeu, com outro músico do show, uma outra gafe que lhe passou totalmente despercebida. Aliás, seu estado de euforia poderia fazê-lo andar sobre alguém no palco, sem notar.  E tem mais: lá pelas tantas, o sr. Fornos anunciava os apoios comerciais com gritinhos e a atitude corporal de quem está tirando sarro do patrocinador. Os limites da informalidade passaram para o território do soltou a franga. 


Olha só
Cris Tarran cantou acompanhada pelo Fernando Montanari. Chegada a sua vez de cantar (!), o sr. Fornos anunciou que o faria acompanhado pelo Gebran Sabbag, e achou bonitinho ou conveniente contar que a Cris Tarran,quando soube disso, teria gritado, histeriquinha: "Ai, o Gebran??? Ah, eu também queria cantar com o Gebran!!!!!" 

Ele bradou isso em público e só faltou acrescentar "Sideu mals, boneca! Vais cantar com o Montanari!"


Dureza
Eu cumprimento o Maurício Cruz 1) pela iniciativa do projeto. Acho que, assim desse jeito, mesmo com o compadrio que rola, ainda é melhor do que nenhuma iniciativa. A gente sabe o quanto é dureza conseguir qualquer coisa referente a cultura neste país, nesta cidade.

Num papo mais sério, o projeto devia limar as pretensões domésticas, ignorar a suscetibilidade das parentas e dos parentos que não jogam nada e querem massagem, e dar um espaço realmente justo e digno para verdadeiros talentos, peneirar um pouco. Ontem cada um de nós na plateia teve o céu e o inferno por um quilo de alimento não perecível. O lance com a Provopar é boa jogada, mas pode melhorar. Tem muita gente boa aqui, é só escolher melhor, não misturar alhos com bugalhos.

Eu cumprimento o Mauricio Cruz 2) por dividir o palco com o seu co-host. Toma um Dreher, Mau!


Sugestão
Mauricio Cruz, que tal chamar o excelente maestro Norton Morozowicz para tocar com Gebran Sabbag e o super Endrigo Bettega, em memória do antigo trio Ludustertius, brilhantemente composto, nos idos de 70, por Gebran Sabbag no piano, o garoto Norton Morozowicz no baixo acústico e o saudoso Guarani Nogueira na percussão?






quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Moooito massa

Curto total os caras amarelas. E o Canvas manda bem demais, hein?
Porreta!

Dave Brubeck

No 5 de dezembro de 2012, mesmo dia que o Nhanhomeyer encarou a rampa para Alhures do Sul (© nao meu), o Dave também tomou o bonde. No dia seguinte ele faria 92 muito bem vividos anos. Mas morreu  do coração, a caminho de uma consulta com o seu cardiologista. Deixa uma obra de porte, com um trabalho consistente e muitos títulos e prêmios. Era além de tudo, um benfeitor.

Em 1951, aos 30 anos, surfando no Havaí, Dave sofreu um acidente no qual foi dado por morto pelos paramédicos que o socorreram. Tendo danificado várias vértebras da sua coluna, ele sobreviveu, mas sofria de dores nos nervos das mãos, o que o levou a desenvolver seu jeito peculiar de tocar piano.

Aqui ele com Take Five, peça supercool do Paul Desmond, no inusitado tempo 5/4, que The Dave Brubeck Quartet imortalizou, apresentando ao vivo e regravando várias vezes ao longo de sua carreira de sucessos.
Dave Brubeck - piano   Paul Desmond - Alto saxophone
Eugene Wright – bass   Joe Morello – drums

Dave Brubeck é "o herói do jazz na era do rock'n'roll". Isso o torna ainda mais especial para esta que vos tecla. Vai com Deus, Dave. Valeuz muito! Em vez de tu, podia ter ido uma renca de breganejos universiotários. Mas o mundo é esse cocô.

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Tu come no coxo do demonho? Ai, ai, ai...

Afanei lá do Base, o blog do Jopz. É hila. Vão lá. 

Olha o que ele diz: (...) ótima tirinha do artista CARLOS RUAS. Eu aproveito o tema e confesso que me divirto assistindo alguns pedaços de programas religiosos, é cada coisa que se escuta que só rindo mesmo... uma que quase cai da poltrona foi "VOCÊ QUE ESTÁ COMENDO NO COXO DO DEMÔNIO"....

Truela a nosotros, que a nosotros nos gusta

¿Que voy a decir después de esta? 
¿Feliz Navidad? ¿Feliz fin del mundo?
¡¡¡Carajos!!!

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Trola nóis, que nóis gosta



  • me arrependo de ter posado nua
  • estou feliz com novo amor
  • claro que não aparento 20 anos de idade, mas estou melhor hoje
  • ter 46 é melhor que 25: energia é a mesma, mas a maturidade e a sabedoria são outras
  • eu tinha duas opções: ou aceitava o posto de gostosa ou virava uma atriz
  • escolhi a segunda opção, sem abrir mão totalmente da primeira, o que seria burrice 

Alguém cabeça, me ajude com essas dúvidas:

 1) quando se tem duas opções, como é que se escolhe a segunda, sem abrir mão da primeira?

2) nem rolou filtro aí, certo?

3) ah, que ela acha que não aparenta 20 anos...

4) quando a sabedoria era *menas* foi aí que rolou o Alexandre Frota?

Epitáfio, pessoa



Imagem


Morrer novo é bola fora.
Mas se aos 100 tu vai embora
ninguém chora.
Tava mais do que na hora.

A alegria do povo não é a mesma
de quando tu nasce, seu lesma,
mas é quase.
Afinal, cueiro e papinha
é legal pra criancinha.

Tu se espalhou o que dava.
Aos 100 tu junta os pé,
esquece onde estava
e vai pra Deus, que te qué.

Ele te criou, Ele te embala,
seu mala.

Osseja...

... Felis Natau, seus besta que acredita no bão velinho.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Caras que eu curto

Claudio Boczon, aka The Bocz on the Table, 
artista das imagens imaginadas, gravadas, pintadas, fotografadas e escrevidas.
No vídeo sem a sua vasta cabeleira dos tempos de facul. 
Como ele mesmo diz: Selaví!


Olha isto:

sete palmos 

noite estrelada,
deitado num capacho sobre a lata da kombi Teresa,
vejo pelo vidro traseiro o domingo passado
corrido e brincado no sítio de tias-avós:
Verônica, velhinha e miúda
e Martha, que falava cantado.

na cabeça,
a "Moda da Mula Preta" forjava
em mim a imagem da cobra malvada,
de tocaia num pé de carqueja,
no céu, entre as estrelas,
um bote eterno a esperar por nós.

©boczon, vi.2012


E isto:

Veja muito mais aqui

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Caras que eu curto

O ator escocês Ewan McGregor, 41 (Perth, 31mar1971), conhecido da gente por Trainspotting (Mark Renton, 1996), Star Wars (Obi-Wan Kenobi, 1999/2002/2005), Moulin Rouge (Christian, 2001), Peixe Grande... (jovem Edward Bloom, 2003), Anjos e Demônios (camerlengo Patrick McKeena, 2009), Toda Forma de Amor (Oliver, 2010) além de um montao de outros trabalhos, sempre excelentes.

Vi esse lindo no último The Graham Norton Show (BBC HD), onde ele mostrou toda a empatia que alguém pode ter com o público, humor e charme irresistíveis, além das covinhas cuticuti quando ri, e dos dentes redicolameeente perfeitinhos, coisa que, por si só, já me faria ficar olhando pra ele sem parar. Que dentes mais maravilhosinhos do mundo, gentem! Na photô nem dá pra ver bem mas no vídeo, é show! Amei.

Além do novo look cabelo todo pra trás e barba supercuidada (condição sem a qual nunca), o visu do rapá está um arraso. Tipo, todo homem devia se vestir com essa descolação. Tesão.

Contou ele, com muita zoação, que:

  • é casado com a produtora francesa Eve Mavrakis há 18 anos (! pode isso?)
  • tem 4 filhas: Clara Mathilde, Esther Rose, Jamyian e Anouk
  • tem um cachorro, o Sid, que anda de bike e sidecar com ele
  • fala muito mal o Francês, mas entende quase bem (que nem o cachorro)
  • quando as molecas ficam na bronca com ele, e a fim de detonar, falam com a mãe em Français, assim ele fica meio boiando (e o cachorro também)
  • catou o Sid num abrigo para cães, depois de ter filmado Toda Forma de Amor com o Jack Russel terrier Cosmo (no filme Arthur), que curtiu demais

Cosmo (Arthur, no filme), muito fofo.
Até pra mim, que não sou grande apreciadora de cachorro



Ewan & Sid & bike: meiguuu!


Além dessa coisa toda, o lindo é um grande fazedor de bem para as gentes necessitadas do mundo, tem grandes trabalhos nesse sentido. Não é um tudibom total?

Pra que não restem dúvidas de que o moço é todo bem feitinho.
Que baita X em repouso, hein?

Conta o rapá que uma vez, num dos seus primeiros trabalhos, uma peça teatral em que ele aparecia em cena pelado, com as partes cobertas por um capacete de polícia, ele não se cobriu direito e a reação na plateia feminina foi uma exclamação tão entusiasmada que, depois dessa, ele nunca mais cobriu as partes bem direitinho, hushuashuash. O cara é comédia, além de tudo. Olha isto:


Ajuste o vídeo para 04:20 e assista até 05:30
pra ver o tombo que ele tomou no palco, e em que posição. 
LOL, morri! 
A gayzarada é maluca nele. Com toda razão.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Para o Paulo Urbano, amigaum!

Passe o mouse pra glitterfy a imagem 
se ela nao estiver com brilinhuxxx =)


Paulo, amigo virtual e infalível de longa data: tantos momentos de chatice minha e você ali, guentando firme, me mandando palavras boas e pensamentos positivos, muito obrigada!
Por tudo isso, e por por você ser uma pessoa que inspira otimismo, superação e atitude, desejo as melhores coisas pra sua vida.

Abração, querido! Parabéns pra você nesta data querida, muitas felicidades e obrigada pela amizade e carinho.
Beijo da San

sábado, 8 de dezembro de 2012

Justificativa

Eu tenho uma vida offline. Só esqueci a senha.

Pra uma compridona que, da última vez que eu vi, estava vestida de Halloween (de, e não para o)

Se eu ganhasse um ral pra cada decepção que ganho na vida, eu estaria decepcionada em Paris. Nada nessa frase é meu, além do ral, talvez. Mesmo assim, ela é verdadeira.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Toots, une vraie passion

La Valse des Lilas (Once Upon a Summertime) by Michel Legrand. Piano Bert van den Brink/ bass Hein Van de Geyn/drums André Ceccarelli/vocalist Shirley Horn.
Eu sempre brinco, né? Mas, de verdade, acho que eu teria sido muito feliz ao lado desse belga maravilhoso.
Jean-Baptiste Frédéric Isidor Baron Thielemans. Nomão, hein? Quem conheceu, diz que ele tem bom gênio e boas maneiras, um doce. E eu ainda ia ouvir o cara o tempo todo, pensou? Louco de bom. 
Então, assim, numa versão free demais:
Uma vez, naquele verão em Paris - se é que você se recorda - a gente passou pela banca de um florista, e eu concordei que você me comprasse um ramo de  flores tão vivas. 

Um dia de verão, igual ao de hoje. A tarde inteira a gente riu com tudo, por nada, de felicidade. 

Em cada esquina, no café, em toda parte, a gente se beijou. 

Você me deliciava, mais meigo do que todas as coisas meigas em volta, mais doce do que os botões abrindo nas árvores. 

Eu, faceira que estava, toda prosa, a garota que parecia ter recebido do prefeito a chave da cidade.

Agora já outro inverno entrou e passou. Voaram embora os pombos que ciscavam na praça. 

Mas eu ainda me lembro: o sino da tarde soava, era um dia de verão, você me amava.


Darn that dream! Ai.
Não sei do que gosto mais, se da harmônica ou do guitar & whistling do Toots. Olha que paixão: 

To my dearest friends who love real music. Cheers!

Darn that dream I dream each night
You say you love me than you hold me tight
But when I awake and you're out of sight
Darn that dream

Darn your lips and darn your eyes
They lift me high above the moonlit skies
Then I tumble out of paradise
Darn that dream

Darn that one track mind of mine
It just can't understand why you don't care
Just to change the mood I'm in
I'd welcome a nice old nightmare

Darn that dream and bless it too
Without that dream I never would have you
But it haunts me and it won't come true
Darn that dream

Tá vendo o que dá fumar?

O cigarro mata

A pessoa não chega aos 105 anos, de jeito nenhum


Pois então. Até que enfim desencarnou o criador de Candangolândia - também conhecida como Gatolândia City - Véio Nima, o comunista que construiu o verdadeiro cafofo do capitalismo em Pindorama. 

Orrameu, o veio não largava o osso. Sobreviveu até à Hebe! Sacanagem.

Em homenagem ao arqui-teto arqui-sagenário, vamos rever algumas imagens de momentos e fatos interessantes de sua longa longuíssima ridiculamente longa carreira de rampas, esferas, semiesferas e espaços abertos abertíssimos com puta vento encanado. Vejamos, pois:


Aqui o arqui-sagenário se divertindo com seu brinquedo favorito: 
o Lego Rampas e Esferas, versão Ovo Cozido.


Aqui a sua Cadeira da Castidade, projetada para aquelas que desejem manter a perseguida completamente inatingível (na posição recostada, sentido longitudinal, ou na posição sentada, sentido transversal), ou apenas se penitenciar por não terem mantido a dita totalmente inatingível, num momento em que deveriam tê-lo feito.


Aqui, o arqui-sagenáro com outro duro na queda (pero, sangue bom este, o que significa que vai emplacar os 160, facinho). Ambos seguram cartaz do Museu Pelé, projeto desenvolvido de modo que, se o homenageado - Pelé - não gostasse, poderia ser rapidamente transformado em Museu Tiger Woods, bastando para isso diminuir o tamanho da bola e erguer uma coluna a partir da rampa, na faixa branca onde está a mão esquerda do Pelé, pra fazer a vareta do taco.


Aqui, trocando figurinha com Kate Moss, durante ensaio de Mario Testino pra Vogue

Kate: Mr. Niemeyer, I strongly advise you to take care of your skin. It makes me sick to get this close, ew! Get a facial, for God's sake! (Tradução: Seu Nimaia, vô ti batê a real:  tu divia dá um trato no visu. Essa nhaca aí no bochechão dá um ruim da gente chegá perto, uia!)

Nima: Go mind your own llello business and leave me alone, biatch! (Tradução: Dona Keiti, saindo daqui, vai dar tua cafungada de lei e larga deu, cachorra. Falei?)



Aqui, Veio Nimaia mostra a forma que deveria ter usado no projeto do Congresso Nacional. Assim sugeriria à cambada a ideia de passar, quando muito, o prato, em vez daqueles tigelões.



 A seguir, umas performances onde o arqui-sagenário imita umas celebridades 


Aqui, Don Vito Corleone, jogando joquempô.


Aqui, Mauro Mendonça, no eterno papel de coronel, quando moço


Aqui, o Stephen Hawking


Aqui, Nima imita o cartunista Laerte


Aqui, imagem do equivocadamente chamado Museu do Olho, em Curitiba. 
Que, na verdade, não é olho nenhum e, sim, uma araucária.
A gente é que não manja de arquitetura. Ou de araucária.
Afinal, a gente quase nunca vê uma.
Diz que é pra comparar com a araucariazinha lá do fundo, à esquerda.
Faz um esforço que rola.



E, como não poderia deixar de ser, fechamos esse revival com o famosésimo Palácio do Congresso Nacional, com os dois prédios que,um atrás do outro, mijam na bacia da Câmara dos Deputados.
Ou fora dela. Afinal, este é um país amigo da diversidade. E da diversão.
Veja explicação aqui. Tosquera!

Bye-bye, Nima. Tu fez uma porrada de hora extra, hein zifio? Arre! E nóis aqui, que ature a cambada que tu encafifou no cerrado... Sei não se tu vai pro céu, Nima. Sei não.


Atualização:
  • Prémio Prtizker de Arquitetura 1988
  • Prémio Príncipe das Astúrias de 1989 
  • Prémio Leão de Ouro da Bienal de Veneza/VI Mostra Internacional de Arquitetura 1996
  • Medalha de Ouro do RIBA ( Royal Institute of British Architects) 1998
  • Prémio Unesco 2001 na categoria Cultura
  • Grande Oficial da Ordem do Mérito Docente e Cultura Gabriela Mistral, do Ministério da Educação do Chile (2001)
  • Prémio ALBA das Artes, Venezuela, Cuba, Bolívia e Nicarágua 

Um dos "100 maiores génios vivos", ocupando o 9º lugar na lista de 2007 da empresa de consultoria global Syntetics, precedido por Steven Hawking (8º colocado), muito à frente de Bill Gates e Bin Laden* (que empataram na 43ª classificação)

*Quesque? The Bin Laden??? 
Sabei-me. Info dos tugas. Li aqui, ó


segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Sempre curti moooito

Pena. Podia ter ficado mais.
Enquanto isso, tanta praga com muito mais idade e nenhuma competência
continua por aí, torrando.

Você tem salvação?

Repassei essa mensagem de fim de ano (atribuída aos Cassetas, sabei-me) pra uns e outros. Eis uns comentários que vos passo, pra dar uma geral da situação. Começando com o meu próprio:

  • Quem não tem padrinho morre pagão. E sem salvação. 
  • E o meu já está comprometido, sniff, sniff...
  • Putz, sacanagem! O meu eu já estou devendo pro banco desde março. Na hora achei um ótimo negócio. Maldito gerente!
  • Not me.
  • Hahahahahahaha!
  • Faz tempo que eu não sei o que é isso, taqueuspariu!
  • Só se tentar salvar a alma, que o resto tá mais difícil ainda...

E tu? Qual a resposta pra essa mensagem de fim de ano. que é a cara da pobreza?
Quer dizer, a menos que tu seja político. Aí a conversa é beeem outra. Tem até 14º não tem?